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Quanto tempo dura uma medida protetiva em Florianópolis? Entenda prazos, regras e como revogar

Quanto tempo dura uma medida protetiva em Florianópolis? Entenda prazos, regras e como revogar

Se você está envolvido em um caso de violência doméstica em Florianópolis, uma das principais dúvidas é: quanto tempo dura uma medida protetiva?

A resposta não é tão simples quanto parece. Diferente do que muitos pensam, a medida protetiva não tem um prazo fixo definido na lei — e pode durar meses ou até anos, dependendo do caso.

Neste artigo, você vai entender como funciona a duração da medida protetiva em Florianópolis, quando ela pode acabar e como pedir a revogação.

O que é uma medida protetiva?

A medida protetiva de urgência está prevista na Lei Maria da Penha e tem como objetivo proteger a suposta vítima de violência doméstica.

Ela pode impor restrições ao investigado, como:

    • Proibição de contato com a vítima

    • Afastamento do lar

    • Proibição de se aproximar

    • Suspensão de porte de arma

    • Outras medidas determinadas pelo juiz

Quanto tempo dura uma medida protetiva em Florianópolis?

A medida protetiva não possui prazo determinado na lei.

Na prática, ela dura:

    • Enquanto houver risco à vítima

    • Até decisão judicial revogando

    • Ou até o fim do processo (em alguns casos)

Ou seja, a medida pode durar:

    • Algumas semanas

    • Meses

    • Ou até anos

Tudo depende da avaliação do juiz.

Existe prazo mínimo ou máximo?

Não existe um prazo mínimo ou máximo fixo na legislação.

Porém, o Poder Judiciário entende que:

    • A medida deve durar apenas enquanto necessária

    • Não pode ser aplicada de forma eterna sem justificativa

    • Deve ser revista periodicamente

A medida protetiva pode ser renovada?

Sim.

Mesmo que haja uma revisão, o juiz pode:

    • Manter a medida

    • Renovar a medida

    • Ajustar as restrições

Isso é comum em casos em que o processo ainda está em andamento.

Quando a medida protetiva pode ser revogada?

A medida pode ser revogada quando:

    • Não há mais risco à vítima

    • Há reconciliação (com cautela do juiz)

    • Não existem provas suficientes

    • O caso é arquivado

    • O advogado demonstra excesso ou abuso

⚠️ Importante: apenas o juiz pode revogar a medida.

Posso descumprir a medida protetiva?

Não.

Descumprir medida protetiva é crime, previsto no Código Penal, com pena de:

    • Detenção de 3 meses a 2 anos

Além disso, o descumprimento pode gerar:

    • Prisão preventiva

    • Agravamento da situação no processo

Como funciona a medida protetiva em Florianópolis?

Na prática, o procedimento segue este fluxo:

    1. A vítima registra ocorrência

    2. O pedido de medida protetiva é feito

    3. O juiz analisa rapidamente (geralmente em até 48 horas)

    4. A medida é concedida (muitas vezes sem ouvir o acusado)

    5. O investigado é intimado

Após isso, inicia-se a fase em que a defesa pode atuar.

É possível se defender de uma medida protetiva?

Sim — e isso é fundamental.

Muitas medidas são concedidas com base apenas na versão inicial da suposta vítima, sem contraditório imediato.

A defesa pode:

    • Pedir a revogação da medida

    • Apresentar provas

    • Demonstrar ausência de risco

    • Solicitar audiência de justificação

    • Contestar abusos

Principais erros de quem responde medida protetiva

Se você está com medida protetiva em Florianópolis, evite:

    • Tentar contato com a vítima

    • Achar que “não vai dar nada”

    • Descumprir a ordem judicial

    • Não procurar advogado

    • Postar indiretas ou mensagens em redes sociais

Esses comportamentos podem agravar muito a situação.

Estratégias jurídicas para revogar medida protetiva

Um advogado criminalista pode atuar com:

1. Pedido de revogação

Demonstrando ausência de risco atual.

2. Produção de provas

Mensagens, testemunhas e documentos.

3. Pedido de audiência de justificação

Para ouvir ambas as partes.

4. Habeas corpus (em casos urgentes)

Se houver ilegalidade.

Medida protetiva pode durar anos?

Sim, pode.

Especialmente quando:

    • O processo demora

    • O juiz entende que ainda há risco

    • Não há pedido de revogação

Por isso, é essencial atuação ativa da defesa.

Dr. Lúcio Saldanha – Advogado especialista em medida protetiva

Se você está enfrentando uma medida protetiva em Florianópolis, a atuação rápida é fundamental.

O Dr. Lúcio Saldanha, advogado criminalista, atua na defesa de casos envolvendo:

    • Lei Maria da Penha

    • Revogação de medidas protetivas

    • Defesa em delegacia

    • Habeas corpus

    • Estratégias para evitar prisão

Atendimento imediato, estratégico e sigiloso.

FAQ – Perguntas frequentes sobre medida protetiva

Medida protetiva tem prazo de validade?

Não. Dura enquanto o juiz entender necessário.

Pode durar mais de 6 meses?

Sim, é comum.

Pode durar anos?

Sim, dependendo do caso.

Como saber se ainda está valendo?

Consultando o processo ou com advogado.

Posso falar com a vítima se ela quiser?

Não. Mesmo com consentimento, pode ser crime.

O que acontece se eu descumprir?

Você pode ser preso.

Posso pedir para retirar a medida?

Sim, por meio de advogado.

A vítima pode retirar sozinha?

Não necessariamente. O juiz decide.

Preciso de advogado?

Sim, especialmente para revogar.

Existe audiência para analisar a medida?

Pode haver, dependendo do caso.

Conclusão

A medida protetiva em Florianópolis não tem prazo fixo e pode durar mais tempo do que muitos imaginam.

Por isso, agir rapidamente com estratégia jurídica é essencial para:

    • Evitar restrições prolongadas

    • Proteger seus direitos

    • Buscar a revogação da medida

Se você está passando por essa situação, não enfrente sozinho.

Para falar com o advogado criminalista atuante em Florianópolis, acesse: https://www.luciosaldanhaadvcriminal.com.br/representacao-do-advogado-criminal-em-florianopolis


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