Prisão Domiciliar é Possível? Entenda Quando o Juiz Pode Autorizar
A pergunta “prisão domiciliar é possível?” é uma das mais pesquisadas por familiares de presos e por pessoas que estão respondendo a processo criminal.
A resposta é: sim, prisão domiciliar é possível, mas depende de requisitos legais específicos e da análise do caso concreto.
Neste artigo completo você vai entender:
O que é prisão domiciliar
Quando ela pode ser concedida
Diferença entre prisão domiciliar e regime aberto
Hipóteses previstas em lei
Entendimento dos tribunais
Como pedir prisão domiciliar
Se é possível substituir prisão preventiva por domiciliar
O que é prisão domiciliar?
A prisão domiciliar é a substituição da prisão em estabelecimento prisional pelo cumprimento da custódia na residência do acusado ou condenado.
Ela pode ocorrer:
✔️ Durante a prisão preventiva
✔️ Durante o cumprimento de pena
✔️ Em execução penal
A prisão domiciliar está prevista no Código de Processo Penal (art. 317 e 318) e também na Lei de Execução Penal.
Quando a prisão domiciliar é possível na prisão preventiva?
O artigo 318 do Código de Processo Penal prevê hipóteses específicas.
O juiz pode substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar quando o acusado for:
✔️ Maior de 80 anos
✔️ Extremamente debilitado por motivo de doença grave
✔️ Imprescindível aos cuidados de pessoa menor de 6 anos ou com deficiência
✔️ Gestante
✔️ Mulher com filho de até 12 anos incompletos
✔️ Homem, caso seja o único responsável por filho de até 12 anos
Além disso, decisões do Supremo Tribunal Federal ampliaram a possibilidade em alguns casos envolvendo mães presas preventivamente.
Prisão domiciliar na execução penal
Durante o cumprimento da pena, a prisão domiciliar pode ocorrer quando:
✔️ O condenado está no regime aberto e não há casa do albergado
✔️ Há doença grave
✔️ Situação humanitária relevante
✔️ Idade avançada
O entendimento dos tribunais é que a prisão domiciliar não é automática, mas pode ser concedida quando houver circunstâncias excepcionais.
Diferença entre prisão domiciliar e regime aberto
É importante não confundir:
🔹 Regime aberto → cumprimento da pena em casa de albergado
🔹 Prisão domiciliar → cumprimento da pena na própria residência
A domiciliar pode ocorrer tanto como substituição de prisão preventiva quanto como forma de execução penal.
Monitoramento eletrônico é obrigatório?
Nem sempre, mas é comum.
O juiz pode determinar:
✔️ Tornozeleira eletrônica
✔️ Recolhimento integral
✔️ Recolhimento noturno
✔️ Proibição de contato com determinadas pessoas
O descumprimento pode gerar regressão de regime ou nova prisão.
Prisão domiciliar substitui prisão preventiva?
Sim, é possível.
Se o acusado preencher os requisitos do artigo 318 do Código de Processo Penal e não representar risco à ordem pública ou à instrução criminal, a prisão preventiva pode ser substituída por domiciliar.
Os tribunais exigem:
✔️ Fundamentação concreta
✔️ Prova da situação alegada (certidão de nascimento, laudo médico etc.)
✔️ Demonstração de ausência de risco
Excesso de prazo pode gerar domiciliar?
Em alguns casos, sim.
Quando há demora excessiva no processo e o réu permanece preso preventivamente por tempo prolongado, a defesa pode pedir:
Revogação da prisão
Substituição por medidas cautelares
Conversão em prisão domiciliar
Crimes graves impedem prisão domiciliar?
Não automaticamente.
Mesmo em casos de:
Tráfico de drogas
Crimes sexuais
Homicídio
Organização criminosa
A análise é individualizada.
A gravidade abstrata do crime não pode ser o único fundamento para negar o benefício.
O que os tribunais entendem?
O Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal têm decisões firmes no sentido de que:
A prisão domiciliar é medida excepcional
Exige fundamentação concreta
Deve observar direitos fundamentais
Pode ser concedida em situações humanitárias
Como pedir prisão domiciliar?
O pedido pode ser feito por:
✔️ Petição no processo
✔️ Habeas corpus
✔️ Pedido na execução penal
É essencial apresentar:
Documentos médicos
Certidões
Provas da condição alegada
Fundamentação jurídica adequada
Quem pode pedir prisão domiciliar?
O próprio acusado, por meio de advogado.
A atuação técnica é fundamental, pois:
Pedido mal fundamentado pode ser negado
É necessário demonstrar cumprimento dos requisitos
A estratégia varia conforme o caso
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Prisão domiciliar é automática?
Não. Depende de decisão judicial.
2. Quem tem filho pequeno tem direito automático?
Não automático, mas a lei prevê possibilidade.
3. Doença grave garante prisão domiciliar?
Depende da gravidade e comprovação médica.
4. Pode usar tornozeleira?
Sim, é comum.
5. Descumprir regras gera o quê?
Pode gerar nova prisão ou regressão.
6. Em tráfico de drogas é possível?
Sim, mas depende do caso.
7. Idoso pode ter domiciliar?
Sim, especialmente acima de 80 anos.
8. Gestante pode pedir?
Sim, está previsto em lei.
9. Pode trabalhar durante a domiciliar?
Depende da decisão judicial.
10. É possível recorrer da negativa?
Sim, por meio de habeas corpus ou recurso.
Conclusão
A prisão domiciliar é possível, mas exige análise técnica do caso concreto.
Ela pode ocorrer:
Como substituição da prisão preventiva
Durante a execução da pena
Em situações humanitárias
Cada situação exige estratégia jurídica adequada e atuação rápida.
Se você ou um familiar está preso e acredita preencher os requisitos para prisão domiciliar, é fundamental buscar orientação especializada para avaliar a viabilidade do pedido.
A liberdade é a regra.
A prisão é exceção.

