Advogado Especialista em Retirar Medida Protetiva em Belo Horizonte - Revogação de Medida Protetiva BH
As medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha possuem a finalidade de proteger mulheres em situações de violência doméstica e familiar. Entretanto, existem muitos casos em que a manutenção dessas medidas deixa de ser necessária diante da mudança das circunstâncias do caso.
Em Belo Horizonte, diversas pessoas procuram um advogado especialista em revogar medida protetiva quando enfrentam situações como:
• proibição de contato;
• afastamento do lar;
• restrição de convivência familiar;
• impedimento de ver os filhos;
• tornozeleira eletrônica;
• risco de prisão por suposto descumprimento;
• acusações relacionadas à Lei Maria da Penha.
Nessas situações, a atuação de um advogado criminalista especializado é fundamental para analisar o processo, identificar possíveis excessos e requerer judicialmente a revogação ou flexibilização das medidas impostas.
O que é a medida protetiva de urgência?
A medida protetiva é uma decisão judicial prevista na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), aplicada para proteger mulheres em situação de violência doméstica ou familiar.
Essas medidas podem incluir:
• afastamento do lar;
• proibição de aproximação;
• proibição de contato por telefone ou redes sociais;
• suspensão de visitas;
• monitoramento eletrônico;
• restrições de frequência a determinados locais.
As medidas podem ser concedidas rapidamente pelo juiz, inclusive sem audiência prévia do investigado.
A medida protetiva possui prazo?
Atualmente, o entendimento predominante do Superior Tribunal de Justiça é de que as medidas protetivas não possuem prazo fixo obrigatório e podem permanecer vigentes enquanto houver risco à vítima.
Isso significa que a medida pode durar meses ou até anos caso não exista pedido de revogação ou reavaliação judicial.
Por esse motivo, é extremamente importante buscar um advogado especialista em revogar medida protetiva em Belo Horizonte para analisar a necessidade da manutenção das restrições.
Quando é possível revogar medida protetiva?
A revogação pode ser requerida quando houver demonstração de que não existe mais risco atual à suposta vítima.
Cada caso deve ser analisado individualmente, mas algumas situações frequentemente utilizadas para fundamentar o pedido incluem:
Reconciliação entre as partes
Em muitos casos, o casal retoma o relacionamento ou volta a conviver normalmente.
Mesmo havendo reconciliação, a medida protetiva continua válida até decisão judicial expressa revogando a restrição.
Ausência de risco atual
A manutenção das medidas exige demonstração de risco concreto à integridade física, psicológica, moral, patrimonial ou sexual da vítima.
Quando o contexto muda e o risco deixa de existir, pode ser possível requerer a revogação.
Decurso excessivo de tempo
Existem casos em que as medidas permanecem ativas durante longos períodos sem qualquer fato novo, ameaça ou descumprimento.
Nessas situações, a defesa pode solicitar reavaliação judicial da necessidade da cautelar.
Falta de contemporaneidade
As medidas protetivas possuem caráter emergencial.
A jurisprudência entende que deve existir contemporaneidade e necessidade concreta para manutenção das restrições.
Pedido da própria vítima
A vítima pode informar ao juízo que não deseja mais a manutenção das medidas protetivas.
Entretanto, a palavra final será sempre do juiz.
Como funciona o pedido de revogação da medida protetiva?
O pedido normalmente é apresentado pelo advogado criminalista por meio de petição judicial.
A defesa poderá:
• analisar o processo;
• estudar os fundamentos da decisão;
• reunir provas;
• apresentar documentos;
• requerer audiência;
• demonstrar ausência de risco;
• pedir retirada da tornozeleira eletrônica;
• solicitar revogação parcial ou total das medidas.
O pedido será analisado pelo juiz responsável pelo caso, geralmente após manifestação do Ministério Público.
A vítima precisa ser ouvida antes da revogação?
O Superior Tribunal de Justiça possui entendimento de que a vítima deve ser previamente ouvida antes da revogação das medidas protetivas.
Isso ocorre porque a análise do risco depende também da manifestação da ofendida e da avaliação atual do contexto.
É possível retirar a tornozeleira eletrônica?
Sim. Em muitos casos, o advogado poderá requerer judicialmente a retirada do monitoramento eletrônico.
A defesa pode demonstrar:
• ausência de risco atual;
• excesso da medida;
• desnecessidade da cautelar;
• ausência de descumprimento;
• mudança das circunstâncias.
Cada situação será analisada individualmente pelo Judiciário.
O que acontece se houver descumprimento da medida protetiva?
O descumprimento de medida protetiva pode gerar graves consequências.
O artigo 24-A da Lei Maria da Penha prevê crime específico para quem descumpre a decisão judicial.
Além disso, o descumprimento pode ocasionar:
• prisão preventiva;
• agravamento das medidas;
• monitoramento eletrônico;
• novas restrições cautelares.
Por isso, mesmo em casos de reconciliação, jamais é recomendável descumprir a medida sem autorização judicial.
O juiz é obrigado a revogar a medida?
Não.
O magistrado irá analisar:
• gravidade dos fatos;
• existência de risco atual;
• histórico do relacionamento;
• eventuais ameaças;
• existência de processo criminal;
• comportamento das partes;
• manifestação da vítima;
• parecer do Ministério Público.
Cada caso possui particularidades próprias.
Qual a importância de contratar advogado especialista em revogar medida protetiva em Belo Horizonte?
Casos envolvendo Lei Maria da Penha exigem atuação técnica especializada.
Uma estratégia inadequada pode:
• dificultar a revogação;
• gerar prisão preventiva;
• causar acusação de descumprimento;
• prejudicar a defesa criminal;
• agravar a situação processual.
O advogado criminalista poderá avaliar o melhor caminho jurídico conforme as circunstâncias do caso.
Como o advogado pode atuar?
O advogado especialista poderá:
• acompanhar inquéritos policiais;
• atuar perante Delegacias Especializadas;
• acompanhar audiências;
• apresentar pedidos de revogação;
• requerer flexibilização das medidas;
• impetrar habeas corpus;
• recorrer de decisões judiciais;
• atuar em acusações relacionadas à Lei Maria da Penha.
Revogação de medida protetiva em Belo Horizonte
Belo Horizonte possui Juizados especializados em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher responsáveis pela análise das medidas protetivas.
Nesses processos, o Judiciário costuma avaliar:
• gravidade das alegações;
• histórico do casal;
• existência de filhos;
• eventual risco atual;
• supostos descumprimentos;
• provas apresentadas;
• situação psicológica e familiar.
Por isso, o pedido de revogação deve ser elaborado com estratégia técnica adequada.
Dr. Lúcio Saldanha – Advogado Especialista em Revogar Medida Protetiva em Belo Horizonte
O Dr. Lúcio Saldanha Gonçalves atua na defesa de investigados e acusados em casos relacionados à Lei Maria da Penha e medidas protetivas.
Sua atuação inclui:
• revogação de medida protetiva;
• retirada de tornozeleira eletrônica;
• defesa em acusações de violência doméstica;
• acompanhamento em delegacias;
• habeas corpus;
• recursos criminais;
• defesa em descumprimento de medida protetiva.
O atendimento é realizado de forma estratégica e individualizada, conforme as particularidades de cada caso.
FAQ – Perguntas Frequentes
A medida protetiva pode ser retirada?
Sim. Quando não existir mais risco atual ou houver mudança significativa no caso, a defesa pode solicitar judicialmente a revogação.
A vítima pode pedir o cancelamento da medida?
Sim, mas a decisão final será do juiz.
A medida protetiva possui prazo?
O entendimento predominante do STJ é que ela pode permanecer válida enquanto houver risco à vítima.
Posso conversar com a vítima se ela permitir?
Não é recomendável enquanto a medida estiver vigente, pois o contato pode ser interpretado como descumprimento.
Descumprir medida protetiva pode gerar prisão?
Sim. O descumprimento pode gerar prisão preventiva e responsabilização criminal.
É possível retirar a tornozeleira eletrônica?
Sim, dependendo das circunstâncias e da análise judicial.
O juiz precisa ouvir a vítima antes da revogação?
O entendimento atual do STJ indica a necessidade de prévia oitiva da vítima antes da revogação das medidas.
Preciso de advogado para pedir a revogação?
A atuação de advogado criminalista especializado é extremamente importante para apresentação adequada da defesa e do pedido judicial.
Conclusão
As medidas protetivas possuem importante função de proteção às vítimas de violência doméstica, mas também precisam respeitar os princípios da necessidade, proporcionalidade e contemporaneidade.
Quando não existir mais risco atual ou houver mudança significativa no contexto do caso, pode ser possível buscar judicialmente a revogação ou flexibilização das medidas impostas.
A atuação de um advogado especialista em revogar medida protetiva em Belo Horizonte é fundamental para análise técnica do processo, construção da estratégia defensiva e apresentação adequada do pedido perante o Poder Judiciário.

